sexta-feira, 2 de julho de 2010

Até o dicionário?

Alguns anos atrás num momento apaixonado acabei por recortar de um velho dicionário qual era o significado da palavra AMOR.

Amor (substantivo masculino).

1 Atração afetiva ou física. 2 Afeto, carinho, ternura, dedicação. 3 Caso, affair, namoro, aventura amorosa. 4 Ato sexual. 5 demonstração de zelo, apego e fidelidade. 6 Apego a algo que dá prazer, paixão e fascínio.

E é isso que a tempos está grudado na parede de meu quarto, particularmente eu não me recordo ao certo o por que de ter feito isso, realmente, não há nenhuma outra significância, nem se quer uma única frase, com exceção de um folder do The Libertines que trás ‘what became of the likely lads’ de uma noite qualquer que eu não tinha nada para fazer e comecei a recortar fotos de bandas que me agradavam muito (e ainda agradam).

Mas o que dá uma importância maior a esta pequena partícula de papel, é realmente o quanto ela me fez pensar nas últimas horas, em vários metros quadrados decorados com colagens, foi logo este ‘retangulozinho’ insignificante com menos de 15 centímetros de área que me chamou atenção.

Há momentos na vida que nos é necessário observar que há grande importância nas pequenas coisas, que muito mais do que um substantivo o amor pode ser verbo e amar se emprega a qualquer pessoa, seja qual for a idade, raça ou opção sexual, desde que esta se submeta a excessivas doses de carinho a serem dadas e recebidas. É uma doação completa, e se for parcial não tem graça, quando se ama quanto mais se doa mais se tem, esse é o único bem renovável que o ser humano pode se orgulhar em possuir. Afinal o amor nunca acaba, ele se renova todos os dias no sorriso de uma criança, no abraço de uma mãe em seu filho, num beijo apaixonado e com palavras. Vai muito mais além de um caso entre homem e mulher, um namoro ou seja qual for o nome utilizado, são elos que se unem e assim formam uma única corrente que nunca irá se quebrantar. É na junção dessas duas vogais, com essas duas consoantes que se pode atravessar pontes que transcendem a idéia de prazer, fraquezas da carne, medos, anseios e traumas, que sempre são pontos de muita relevância para quem olha de fora. Quem observa vê apenas o externo sem entender o furor que borbulha pelas veias, e dessa vez eu não falo de hormônios! Não mesmo! Eu falo do que enche uma face de sorrisos, muda todo um dia com um simples olhar, um toque que só de ser lembrado nos deixa encabulados, faz nossas bochechas ficarem coradas sem motivos, sim! Eu quero falar do que está guardado secretamente, ou não em algum lugar dentro de você e não pode ser esquecido. Pois não há melhor sensação do que a de borboletas voando no estômago ou até mesmo de olhos que lacrimejam de tanto brilho e felicidade. Afinal de contas todas as vezes que me perguntam, qual o motivo de tanta alegria e um brilho diferenciado, eu posso me orgulhar e encher o peito de ar pra dizer que aprendi a me amar acima de qualquer coisa, me esquecer do que não quero mais lembrar e enfim assumir que na altura do peito e um pouco pra esquerda vive alguém que só me faz bem.

Assim percebo que ter feito essa colagem a tempos atrás não foi em vão e que para tudo há um momento exato de se enxergar, talvez só agora eu seja forte o suficiente para despertar e perceber o que meus olhos teimavam em não enxergar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário